Primeiras impressões: temporada de verão (2020)

Apesar de ser uma temporada atípica em decorrência do COVID-19, parece que a summer season de 2020 vai conseguir sobreviver. Algumas grandes franquias retornarão às telinhas, como Sword Art Online: Alicization – War of Underworld 2nd Season, Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu 2nd Season e Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Kan, e há pelo menos uns três títulos novos que parecem interessantes. Nesta postagem vocês encontrarão as nossas primeiras impressões de Great Pretender, Kanojo, Okarishimasu e The God of High School.

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Great Pretender [Lucy]

Sabe quando você se diverte tanto que nem vê o tempo passar?

Quando a música homônima de Freddie Mercury começou a tocar ao final do primeiro episódio de Great Pretender, soltei aquele famoso “mas já?”. Nem parecia que já tinha se passado quase meia hora. Talvez pelo ritmo um tanto frenético do anime, achei que ainda pudesse acontecer mais algo. Ao longo do episódio, a vida do protagonista muda completamente, passando de um mero enganador de velhinhas japonesas a vendedor de drogas em Los Angeles em menos de dez minutos. E apesar dessa velocidade, posso dizer que, com exceção da reviravolta principal do episódio, os acontecimentos são um tanto previsíveis. Me enganei ao achar que esse poderia ser um anime de mistério; ou se essa era realmente a intenção dos produtores, devo mencionar que falharam na tarefa. No entanto, isso não foi o suficiente pra estragar minha empolgação.

Abro aqui uma pausa para elogiar o Wit Studio (Shingeki no Kyojin, Vinland Saga). É o primeiro anime original do estúdio desde 2016, e é incrível ver a diferença da estética de Great Pretender para os visuais mais sombrios e sóbrios das obras que eles costumam adaptar. Não estou criticando os outros animes, de jeito nenhum, mas é interessante ver o estúdio explorando estilos diversos. De qualquer maneira, a força da equipe se faz presente aqui, seja em cenas de perseguições e personagens pulando para todos os lados, ou na simplicidade das sequências de abertura e encerramento.

Voltando ao episódio em si, a questão é que ele foi basicamente usado para construir o setting dos conflitos entre Edamura e Thierry. Ainda não sabemos muito sobre os personagens em si, nem sobre seus cúmplices, histórias e motivações. No momento atual, tudo se baseia em puro potencial — a dinâmica entre os protagonistas parece que será divertida, os próximos episódios parecem que se passarão em cidades diferentes, parece que a graça do anime será ver como que eles continuarão tentando se superar… E a presença dessa especulação foi o suficiente para jogar meu hype nas alturas.

Great Pretender tem tudo pra ser um grande anime. Adoro histórias de ladrões e enganadores mirabolantes, e acho que isso consegue explicar e resumir toda a minha animação. Além da premissa interessante, o visual colorido, a animação dinâmica, e o bom senso de humor são peças que se unem para formarem múltiplas possibilidades. Como a sinopse do anime diz, o mundo todo é um palco para os jogos dos personagens. Falando sério, ainda bem que já tem vários episódios disponíveis; mal posso esperar para ver o resto!

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Kanojo, Okarishimasu [Lucy]

Tenho uma confissão a fazer: eu gosto do gênero harém. É o meu guilty pleasure. Foi por isso que me interessei por Kanojo, Okarishimasu, cujo mangá eu já ouço falar sobre há alguns meses. Pela ocasião da adaptação em anime, decidi conferir o que tem de bom aqui.

Certamente, o protagonista não está nessa lista. Sei que o foco da história são as meninas, mas é meio difícil de torcer para alguma delas quando o rapaz disputado é um otário. Os sentimentos dele por ter sido largado pela namorada de uma hora pra outra são compreensíveis, mas minha impressão dele foi por água abaixo ao longo do episódio — especialmente quando ele decide comprar briga com sua “namorada de aluguel” após saber que não, ele não é especial, e que ela providencia um serviço padronizado para todos os seus clientes. Sim, é tão ridículo quanto parece. É só ao final, após um pouco de reflexão e um pedido de desculpas, que surge uma luz no fim do túnel, mas ainda não é o suficiente para me convencer sobre o personagem.

Partindo pros pontos mais positivos: o conceito de “namorada de aluguel” é conduzido de maneira interessante aqui. O foco da narrativa não censura Chizuru pela sua linha de trabalho; ela é apresentada como alguém sempre profissional e a história parece estar do lado dela quando se trata do conflito que Kazuya tenta estabelecer sobre o seu emprego. O simples fato dela não ser colocada como “vilã” ou “errada” por sair com vários homens por dinheiro é uma surpresa muito bem-vinda.

Outro destaque é a parte visual. A animação está incrível! Vibrante e expressiva, é fonte de boa parte dos momentos de comédia no episódio. Não sei dizer se esses trechos de humor visual são algo que veio da arte do mangá ou se foi uma liberdade criativa na adaptação, mas foi muito bem executado. De qualquer maneira, podemos ver que temos uma boa equipe por trás da série, pelo menos nesse primeiro momento.

O que eu posso afirmar com certeza é que Kanojo, Okarishimasu não é pra todo mundo. Tem um humor mais sexual em alguns momentos, e se você não curte romances baseados em mal-entendidos e enrolação, ou é fraco para momentos de vergonha alheia, não sei se vai aguentar acompanhar o anime. Há potencial aqui, mas sinto que nesse momento, o rumo que a história vai tomar pesa todo nos ombros do protagonista — se ele vai crescer como pessoa, como se dará esse desenvolvimento, e se ele estará num lugar mental bom o suficiente para viver um romance novamente.

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The God of High School [Ana]

Se você gosta de ver pessoas dando porrada umas nas outras, isso aqui é um prato cheio. Mas você pode se perguntar: já não tem muito anime desse tipo por aí? Bem, sim. O que chama a atenção em The God of High School com certeza não é originalidade.

Existe um torneio para encontrar o melhor lutador entre os estudantes do ensino médio e inicialmente somos apresentados a três personagens: Mori, Han e Mira, que têm diferentes ambições em relação ao prêmio que vai desde apenas o dinheiro a encontrar alguém realmente forte pra lutar (típico). Os três personagens logo se tornam amigos e no segundo episódio já temos o início do torneio, sem muitas enrolações, mas também um pouco corrido. Também somos já apresentados a um dos maiores adversários, aquele tipo de cara que dá raiva só de olhar já que não faz a mínima questão de lutar justamente, o que leva a Mori desrespeitar as regras do torneio. Ainda, é interessante ver que não é apenas a força física que leva as pessoas adiante, como Mira que usa como técnica uma espada.

Embora a trama não traga nada de muito especial até então, os personagens principais são interessantes, têm personalidades e ambições bastante distintas, o que não impediu que se aproximassem, apesar de terem que se enfrentar eventualmente, assim nos resta acompanhar a trajetória deles durante o torneio, que já começou conflituosa para Mori.

Algo que levemente me incomodou é que todos os personagens têm o nariz meio avermelhado e parece que todo mundo tá gripado, fora isso, os dois episódios foram bem animados, mas MAPPA pra mim é uma caixinha de surpresas, então apenas espero que a qualidade não caia no decorrer dos episódios. Vale uma nota especial para abertura: dá pra fritar muito com Contradiction.

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