Primeiras impressões: temporada de verão (2022)

Conforme esperávamos, há poucos indícios de que esta temporada de verão, ao contrário de suas predecessoras, terá vários títulos promissores a oferecer. Ainda assim, estamos colocando nossas fichas em algumas possibilidades (para além de continuações, é claro).

Nesta postagem vocês encontrarão as nossas primeiras impressões de Bucchigire!, Hoshi no Samidare, Kumichou Musume to Sewagakari, RWBY: Hyousetsu Teikoku, Soredemo Ayumu wa Yosetekuru e Yofukashi no Uta.

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Bucchigire! [Ana]

Eu confesso que não estava com muitas esperanças quanto a Bucchigire!, mas felizmente fui surpreendida positivamente. Embora eu até entenda que obras assim não chamem a atenção ou agradem a todos, pra quem curte algo histórico e com ação talvez devesse dar uma chance.

A história se passa em uma época em que os samurais governavam o Japão, e Ichibanboshi, o protagonista, teve sua família exterminada por um deles no passado e hoje carrega em si, o ódio dos samurais e o desejo de vingança. No entanto, quando se encontra prestes a ser executado, sua única chance de sobreviver é se juntar ao sobrevivente dos Shinsengumi, um grupo que foi exterminado por um agressor desconhecido. Assim, sete criminosos são escolhidos para fazer parte Shinsengumi, eles claramente não se dão muito bem a princípio e têm suas divergências, como Ichibanboshi que não quer usar espadas, um dos maiores símbolos de luta dos samurais. Tudo que eles sabem é que agressores usando um determinado tipo da máscara estão envolvidos nos extermínios.

Apesar de não termos nada de muito inovador, e o próprio protagonista carregar os clichês de obras desse tipo, ser cabeça dura, impulsivo, querer vingança e obviamente não se dar bem com a pessoa que é obrigado a formar dupla de trabalho, por trazer tantos personagens peculiares e o mistério envolvido na história me faz querer acompanhar para saber como isso vai se desenvolver. Além disso, o estilo da animação é um pouco diferente, acredito que algo característico do Geno Studio, que embora possa não agradar a todos e tenha lá suas escorregadas em algumas cenas, eu particularmente achei legal, simplesmente por trazer uma estética diferente. Assim, nessa temporada em que as coisas estão tão medianas, vou dar aqui meus votos de confiança a Bucchigire! e espero não me decepcionar.

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Hoshi no Samidare [Lucy]

Ao ver o anúncio da adaptação de um mangá de quinze anos atrás que não tem tanta fama assim, me perguntei “nossa, quem será que tá financiando isso?”. Ao assistir a abertura do anime, a resposta ficou bem clara: não há financiamento. A equipe parece que tem o orçamento de um projeto de artes do Ensino Médio, o que é bem triste considerando o status de prestígio que o mangá tem entre os fãs.

E sinceramente, após esse primeiro episódio, acredito que teria sido melhor ficar apenas nos quadrinhos, invés de esperar o anime. O enorme elefante no quarto é a animação “de PowerPoint”, com movimentos limitadíssimos e loops reaproveitados. No início do episódio é bizarro, ao longo dos momentos cotidianos você vai se acostumando, mas aí quando chega nas cenas de luta…

É complicado.

O episódio em si até tem um pouco de simpatia no mascote lagarto e a menina (princesa) sorridente e energética, mas o protagonista antipático e o início súbito da história não somam muito ao agregado. É óbvio que ainda há muito desenvolvimento a ser trabalhado, tanto entre os personagens quanto na construção de mundo, e a apresentação inicial foi o suficiente para me deixar curiosa sobre o que está por vir… então pelo menos também não perdi a vontade de ler o mangá! Uma vantagem, eu acho?

Por mais que o enredo supostamente se salve — acho que está claro que não morri de amores pelos personagens nem pela premissa, mas quero acreditar na fama que a obra tem —, não sei se vou aguentar a deterioração contínua de um anime que já nasceu morto. Falo isso considerando que aparentemente a adaptação será “completa” e o mangá tem dez volumes. Logo, ou teremos vários episódios de animação definhante, ou será tudo cortado e corrido. Independente do que acabar acontecendo, não devo continuar assistindo Hoshi no Samidare por muito tempo.

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Kumichou Musume to Sewagakari [Mari]

Já tem alguns anos que obras envolvendo a yakuza como um de seus temas principais vêm ganhando popularidade. Desde a franquia de jogos de videogame de mesmo nome, lançada há quase duas décadas e que obteve reconhecimento internacional, a trope que tomou conta dos BLs, o que não faltam são histórias explorando essa parte tão controversa da sociedade japonesa pelos mais diversos ângulos. Dito isso, Kumichou Musume to Sewagakari tem a sacada genial de unir duas trends: o já mencionado mundo da yakuza e a temática de found family, que em seu núcleo traz uma garotinha muito fofa e capaz de capturar rapidamente nossos corações – e é claro que Kirishima Tooru, o protagonista, não estará imune ao seu charme.

A premissa de Kumichou Musume to Sewagakari é hilária. Ninguém imaginaria que um “demônio” feito o Kirishima seria capaz de tomar conta de uma criança de 7 anos. Na verdade, o chefe dele talvez seja a única pessoa a achar que isso seria uma boa ideia. Ainda assim, não é como se o Kirishima fosse um completo sem noção, então ele se esforçará para ser uma boa pessoa pelo menos enquanto estiver com a Yaeka, e eu estou ansiosa para ver como serão as futuras interações entre eles e o que isso significará para o desenvolvimento de ambos.

Vale mencionar que em quesitos técnicos a estreia de Kumichou Musume to Sewagakari foi a melhor da temporada para mim. O estúdio feel. tem entregado belíssimos trabalhos em anos recentes, como as duas últimas temporadas de Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru., a adaptação de Hinamatsuri e o original Tsuki ga Kirei, e aqui eles ainda contam com o auxílio do estúdio Gaina. Eu gostei muito da animação, dos designs dos personagens, e especialmente do elenco de dubladores. Hosoya Yoshimasa está simplesmente perfeito como Kirishima, e há vários outros nomes que estou curiosa para ver em cena.

Talvez isso não signifique muito em uma temporada tão fraca, mas já tenho o meu candidato a AOTS aqui.

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RWBY: Hyousetsu Teikoku [Lucy]

Minhas impressões de RWBY: Ice Queendom talvez sejam um pouco tendenciosas: já assisti às primeiras temporadas da animação original, então por mais que essa adaptação seja um “universo alternativo”, divergindo do cânone da série, inevitavelmente fiquei fazendo comparações entre o anime e a websérie. Destaco que não acredito que seja necessário ter conhecimento sobre o universo da franquia para entender o episódio, mas pode influenciar o quanto você vai curtir…

Após um resumo do lore do mundo, somos rapidamente apresentados às quatro protagonistas — ou melhor, o que elas estavam fazendo antes de se conhecerem. É só na segunda metade do episódio que as coisas caminham mais linearmente, levando ao ponto onde elas estão a caminho da escola onde serão colegas (mas sem terem entrado em contato ainda). Não há muito o que comentar ainda porque não aconteceu muito — vemos que Weiss está sendo treinada pela família, Blake fugiu da organização da qual era membro e que Ruby entrou na academia junto da irmã Yang por mérito próprio, mas é literalmente só isso. Visto que o episódio 1 foi lançado junto de outros dois, pode ser que essas outras partes ajudem a rechear um pouco a história, mas pelo menos até esse ponto, não houve grandes acréscimos à narrativa.

Do lado técnico, a presença do Shaft me animou, mas essa parece ser uma das produções mais simples do estúdio. Olhando pelo lado positivo, é bom porque quer dizer que não devemos ter problemas de cenas incompletas ao longo dos episódios. As cenas de luta foram satisfatórias, o visual num geral está agradável, mas não tem nada de espetacular ou digno de destaque. No mais, a versão em anime de RWBY empolga mais pela promessa de um enredo diferente do que pelo que foi apresentado nesse primeiro momento.

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Soredemo Ayumu wa Yosetekuru [Ana]

Como dito na nossa postagem de apostas da temporada, temos aqui o anime que provavelmente vai nos deixar um quentinho no coração, ou ao menos nos tirar umas risadas bobas. Logo de início já estou apaixonada pelos protagonistas e torcendo para que o casal desenvolva, mas sabemos que temos um árduo caminho pela frente.

Digo isso pois Ayumu Tanaka decide entrar no clube de shogi do colégio porque nutre uma paixão pela Urushi Yaotome, presidente do clube, mas prometeu a si mesmo que só vai confessar quando vencê-la em um jogo de shogi, só que ele está bem longe disso. No decorrer do episódio vemos várias vezes que Ayumu diz que Urushi é fofa, e ela até joga uns verdes para tentar descobrir se o garoto sente algo por ela, mas não obtém sucesso. Ao mesmo tempo, Ayamu parece até demonstrar um certo desconforto quando Urushi cita que gostaria de ter mais membros, para que eles possam ser considerados verdadeiramente um clube. Acho que ele só vai conseguir enganar por bastante tempo por ter sempre uma cara fechada, sem esboçar um sorrisinho. Em contraste, Urushi de fato é uma garota fofa e sorridente, e já chegou até a ficar corada pelas atitudes do rapaz, assim sabemos que são essas personalidades distintas que vão fazer com que as interações entre os dois sejam interessantes.

Não sei se teremos outros personagens com alguma relevância, assim estou curiosa para saber como essa dinâmica entre os dois e os jogos de shogi irão sustentar o anime e se de fato teremos algum desenvolvimento do casal a ponto de confessarem seus sentimentos. Geralmente acabo gostando bastante das obras em que a roteirista envolvida aqui, Akao Deko, também teve participação, assim minhas esperanças são positivas. Achei curioso que os seiyuus são quase todos estreantes ou com poucos trabalhos, com exceção da HanaKana ali no meio. Por fim, não tenho muito a dizer quanto a parte técnica, a animação está bem ok ao meu ver e acho que não teremos problemas nesse sentido.

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Yofukashi no Uta [Mari]

Eu não sei se eu tô ficando velha demais para essas coisas, mas tem ficado cada vez mais difícil para mim conseguir simpatizar com os problemas (que não são realmente problemas) que protagonistas como o Kou têm que lidar. Minha nossa, ele não sabe o que é gostar de alguém no auge dos seus 14 anos! Ele sofre de insônia! Pobrezinho, a única solução para a vida dele é se tornar um vampiro! Que preguiça, sabe? Yofukashi no Uta vai ter que se esforçar muito para fazer eu me importar com mais um adolescente edgy que só ficou desse jeito porque não recebeu atenção suficiente dos pais. Espero que haja um desenvolvimento interessante vindo por aí, pois o carisma da vampira com quem ele divide os holofotes nesse primeiro episódio não será suficiente para carregar a série nas costas até o final.

Em termos técnicos Yofukashi no Uta é praticamente impecável. O destaque vai para a direção, que conta com Miyanishi Tetsuya (chefe) e Itamura Tomoyuki – este último tem se mostrado um ótimo diretor quando o assunto diz respeito a vampiros em particular. Gostei muito do trabalho dele em Vanitas no Karte. Dito isso, não há direção que salve um enredo ruim, por isso torço para que as coisas se tornem mais interessantes a partir do próximo episódio, com a introdução de novos personagens e tudo mais.

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