Primeiras Impressões: Temporada de Primavera (2019)

Devido às tretas que ocorreram no fim do ano passado em relação ao blog não conseguimos fazer nossas impressões da temporada de inverno de 2019, mas agora que conseguimos nos restabelecer, estamos voltando com a seção. Os títulos que foram escolhidos por nós para serem comentados foram: Carole & Tuesday, Diamond no Ace: Act II, Fairy Gone, Fruits Basket (2019), Kimetsu no Yaiba, Kono Oto Tomare! e Mix.

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Carole & Tuesday [Mari]

Carole & Tuesday marca o retorno de Shinichiro Watanabe às temporadas de anime após um hiato de cinco anos, quando dirigiu Space Dandy e Zankyou no Terror. Esta grande figura da indústria é conhecida principalmente pela sua originalidade e seu amor pela música – motivo pelo qual as expectativas em relação a este novo projeto, que conta com o investimento da Netflix e a animação do excelente estúdio Bones, eram enormes. Sendo assim, fico feliz em informá-los que, conforme esperávamos, Watanabe entregou.

Se eu tivesse que escolher apenas um termo para definir o primeiro episódio de Carole & Tuesday, eu diria o seguinte: foi uma estreia linda de tirar o fôlego. Dos cenários ao design dos personagens e aos vocais das protagonistas… tudo é encantador. Não tenho a menor dúvida de que este será um dos candidatos a anime da temporada e, quem sabe, do ano.

Nos minutos iniciais do episódio somos apresentados às protagonistas: Carole, uma garota vinda de um campo de refugiados que busca certa estabilidade financeira, porém acaba sendo demitida de todos os empregos pelos quais passa, e Tuesday, uma garota de família rica que tenta fugir das amarras de seus responsáveis, que a sufocam com expectativas e não consideram o que ela realmente gostaria de fazer com sua vida. Ambas são apaixonadas por música e querem deixar sua marca no mundo. A química que rola entre as personagens é praticamente instantânea: é um choque entre opostos que possui o potencial de gerar resultados incríveis.

O mundo que Carole e Tuesday vivem é dominado pela tecnologia (especialmente pela inteligência artificial). No entanto, há coisas que a tecnologia é incapaz de substituir, sobretudo quando se trata do coração humano (emoções). Eu acredito que a obra vá explorar esse aspecto, fazendo uma crítica que passará não só pelas protagonistas, como pelas pessoas com quem elas se envolverão. Este primeiro episódio também introduz brevemente mais alguns personagens relevantes da trama: Angela, uma modelo que sonha em se lançar como cantora; Tao, um profissional da área que Angela quer atuar; e Gus, um cara que aparentemente já esteve envolvido com música em algum momento e que narra o episódio, mas hoje não exerce mais essa função.

Carole & Tuesday é um caso típico de obra que nós já sabemos onde ela vai chegar, mas o que realmente importa é o processo até lá. Estou ansiosa para ver como essas duas garotas – assim como os indivíduos que as cercam – atingirão seus objetivos. Que comece a aventura! 🙂

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Diamond no Ace: Act II [Mari]

Depois de três longos anos, Diamond no Ace está de volta! Dessa vez a obra conta com caras novas e um palco diferente: o tão sonhado Koshien. Nada de muito emocionante aconteceu ainda já que os dois primeiros episódios trataram de situar os espectadores e relembrar alguns momentos chave das temporadas anteriores, porém já pudemos notar algumas diferenças em relação ao elenco principal – o Furuya em particular demonstrou logo no segundo episódio o quanto cresceu como pessoa e atleta ao reconhecer o peso da camisa que veste, e o Harucchi me parece ainda mais determinado em realizar o sonho que seu irmão mais velho não conseguiu. O Sawamura continua o mesmo – barulhento e impaciente, mas sempre cativante –, apenas aguardando o seu momento de brilhar.

Algumas pessoas reclamaram do ritmo das primeiras rodadas do campeonato, alegando que os jogos terminaram rápido demais, e eu até concordo com isso… porém essa foi uma decisão do autor e não do estúdio já que no mangá também foi assim. Essa não é a primeira vez que Diamond no Ace prefere investir seu tempo em jogos que sejam de fato desafiadores, portanto me parece seguro dizer que o negócio vai esquentar daqui pra frente – até porque já fomos apresentados aos colégios rivais. Apesar das mudanças na equipe, não vi nada de muito diferente na animação por enquanto. Enfim, mal posso esperar pelos próximos episódios! Vamos ao título nacional, Seidou!!!

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Fairy Gone [Mari]

De todas as estreias que assisti nessa temporada, a de Fairy Gone foi a que me deixou com mais mixed feelings. A proposta é interessante como eu já havia dito na postagem de Apostas para a Temporada de Primavera de 2019, porém os roteiristas terão que tomar muito cuidado com o desenrolar da coisa. O primeiro episódio metralhou os espectadores com informações sobre o universo da obra e os diferentes lados do pós-guerra numa velocidade que ninguém vai lembrar do que foi dito na semana seguinte. Além disso, assim como temíamos pelo que foi mostrado nos PVs, as fadas em CG parecem deslocadas em relação ao resto da animação – que, diga-se de passagem, conta com a qualidade do P.A. Works. O potencial existe, porém permanecerei cética.

Quanto aos pontos positivos, os personagens me pareceram carismáticos e é sempre bacana ver mais obras de ação que sejam centradas em mulheres. O elenco de dubladores conta com vários nomes que eu gosto e a trilha sonora merece ser destacada. Fairy Gone segue o padrão P.A. Works – ou vai dar bom ou vai dar muito ruim. Fiquemos no aguardo do resultado.

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Fruits Basket (2019) [Ana]

Embora a primeira adaptação de Fruits Basket tenha ido ao ar em 2001 e seja relativamente popular, eu não tenho nenhum conhecimento sobre a obra, assim, esse remake será uma ótima oportunidade para mim, mas obviamente não vou conseguir fazer comparações com a versão anterior.

Logo de cara o visual e a animação do estúdio TMS Entertainment encantam os olhos, mas ao longo do episódio percebi que não seria apenas isso que ia me agradar. Somos apresentados à protagonista Tooru Honda, uma garota de 16 anos que perdeu sua mãe em um acidente e em dado momento foi morar sozinha em uma cabana, porém era óbvio que essa ideia não daria certo por muito tempo (em um dia de tempestade ela perdeu a moradia que tinha).

Nesse meio tempo Tooru havia conhecido os rapazes da família Souma, que acabam a acolhendo, e após uma confusão a jovem descobre um segredo por trás deles: ao serem abraçados por alguém do sexo oposto eles se transformam em animais. Yuki, o também denominado “príncipe” da escola, tem o espírito de um rato. Kyou, o típico estouradinho, de gato e Shigure, o mais velho, de cachorro. A revelação é bastante divertida, e acaba fazendo sentido já que o jeito dos animais combinam suas personalidades e explicam a implicância de um com o outro.

Tooru é bastante adorável e esforçada, e todos os personagens são bem carismáticos, o que faz com que gostemos deles logo de cara e acredito que além disso os elementos de fantasia e comédia serão o diferencial da obra. Apenas uma coisa me deixa com o pé atrás, uma garota morando com três rapazes bonitos etc me cheira muito a harém reverso, mas em todo caso estou no aguardo para ver como essa narrativa irá se desenvolver.

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Kimetsu no Yaiba [Mari]

Outro candidato a anime da temporada, Kimetsu no Yaiba não decepcionou. Embora os elementos fundamentais da obra não sejam nenhuma novidade, o que conta aqui é a forma com a qual eles são executados e, nesse sentido, o estúdio ufotable fez o dever de casa direitinho.

Para além de uma animação impecável e uma trilha sonora do nível Yuki Kajiura, Kimetsu no Yaiba tem um protagonista com o qual é extremamente fácil de se simpatizar. A gente já sabia o que ia acontecer pela sinopse, porém a dor e o desespero do personagem quando o negócio realmente se concretiza são palpáveis demais – eu até brinquei com o fato do Natsuki Hanae ser meio que especialista em dublar esse tipo de personagem sofrido –, o que imediatamente faz com que torçamos pela recuperação dele. Tanjirou é um personagem humano, com defeitos que quase lhe custam a vida em diversos momentos desses dois primeiros episódios, mas que está disposto a encará-los e superá-los.

Eu ainda não sei o que esperar de Kimetsu no Yaiba além de muita porrada, sangue e sofrimento, mas sinto que a obra nos proporcionará reflexões no mínimo interessantes sobre questões morais, por exemplo. Estou ansiosa para ver onde o caminho escolhido por Tanjirou o levará.

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Kono Oto Tomare! [Mari]

Eu geralmente evito assistir animes escolares porque sinto que já assisti tudo que o gênero tem a oferecer, porém de vez em quando surgem algumas surpresas, como é o caso de Kono Oto Tomare!. Particularmente, eu gosto de encarar a arte como uma forma de conhecer aspectos de outras culturas, mesmo que às vezes suas retratações sejam falhas. Kono Oto Tomare! me chamou a atenção exatamente por isso: era uma oportunidade de eu aprender sobre um instrumento musical japonês que eu nunca tinha visto antes. Muitas pessoas o comparam com Chihayafuru, uma obra que amo, o que se tornou mais um motivo para eu dar uma conferida nele. Sinceramente? Não me arrependo nem um pouco.

Kono Oto Tomare! tem tudo que eu gosto em obras desse tipo: personagens com personalidades únicas, interações divertidas e críveis, e um objetivo em comum. Embora o estúdio Platinum Vision não disponha de muitos recursos, eu gostei do que vi. Acredito que eles conseguiram capturar bem o espírito de cada personagem e a adaptação está bonita, ainda que a parte das futuras performances preocupe um pouco os fãs do mangá. Torço para que a qualidade não decline, pois já adotei todo mundo do anime e quero acompanhá-los até o fim.

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Mix [Ana]

É claro que um anime de beisebol não ficaria fora de nossas listas. Mix conta a história de dois irmãos, Touma e Souichirou, que são envolvidos com o esporte desde a infância e que agora, aos 13 anos, estão no Meisei Gakuen, colégio que já ganhou o Koshien (campeonato nacional) uma vez: há 30 anos. O objetivo de qualquer escola, em qualquer anime de beisebol é ir para o Koshien, e aqui não é diferente.

Os irmãos formam uma bateria e Touma é um excelente arremessador, no entanto atualmente joga em outra posição mesmo arremessando melhor que o jogador atual. E como o esperado, Souichirou joga como receptor. Temos também Otomi, irmã mais nova dos dois, que embora o anime a tenha anunciado como personagem principal, parece ter uma participação menor que os dois que fazem parte do time.

Mesmo não tendo assistido Touch, história de precede Mix, assisti Cross Game, outra obra do mesmo autor, assim me sinto levemente acostumada ao estilo de narrativa, que não é muito rápida e também ao design dos personagens que é bem característico do autor. Apesar de tudo, Mix ainda não me apresentou algo muito diferente de outras obras do gênero. Não que isso seja exatamente ruim, mesmo que eu tenha achado o Souichirou bem chatinho – se acha irmão mais velho porque nasceu 10 minutos antes, entre outras coisas – os dois primeiros episódios foram divertidos de assistir, ainda mais quando a Otomi traz para casa um cachorrinho fofo e debochado, assim vou continuar assistindo pra ver onde esse anime vai chegar.

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