Top 15 | Os melhores animes da década: favoritos da equipe

Chegamos, enfim, à última parte do nosso especial. Em vez de montar uma lista objetiva com os “melhores” títulos da década, decidimos por falar sobre quais foram as obras que mais curtimos nesse período. Gosto é uma coisa muito subjetiva, afinal de contas! Muitas vezes podemos ver um anime com uma produção fantástica, mas pensar “isso não é pra mim”, assim como podemos acabar apaixonados por algo que foi massacrado pela crítica e pelo público.

Tendo isso dito, estes foram os nossos animes favoritos nesta década:

Mari’s top picks*

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Chihayafuru (2011-2020)

Na falta de bons animes de esporte com protagonismo feminino, acho que poderíamos considerar Chihayafuru como um, mesmo que se trate de um jogo de cartas e não de uma modalidade esportiva propriamente dita. Digo isso porque a história obedece à estrutura de uma narrativa de obras do gênero em diversos momentos, além de os personagens principais literalmente precisarem se exercitar regularmente e inclusive competirem com o clube de atletismo nos festivais do colégio porque ter um bom condicionamento físico é uma das exigências do karuta.

Embora não tenhamos tantos títulos assim na disputa, Chihayafuru é o josei da década pra mim. Os personagens, dos principais aos secundários, são maravilhosos e bem desenvolvidos; a adaptação é linda em todos os aspectos (animação, character design, cores, trilha sonora) e acho que ainda vale mencionar que o sucesso da obra foi tão grande no Japão que, além dos prêmios que o mangá recebeu e das milhões de cópias vendidas, ela inclusive despertou o interesse dos jovens pelo karuta.

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Akatsuki no Yona (2014)

Eu estou prontíssima para denunciar o estúdio Pierrot ao Tribunal Internacional de Haia porque a ausência de novas temporadas de Akatsuki no Yona só pode ser entendida como um crime contra a humanidade. Quem acompanha o Rukh no Teikoku há bastante tempo deve lembrar que em 2016 eu fiz uma postagem de recomendação especificamente para Akatsuki no Yona. À época eu já reclamava de não termos uma continuação em anime e, bem… isso não mudou, mesmo com o sucesso contínuo da obra.

São muitos os motivos que tornam AkaYona especial pra mim, por isso recomendo a leitura que, na minha opinião, permanece atual:

Recomendação | Akatsuki no Yona: mais do que um shoujo sobre uma princesa cercada de caras bonitos

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3-gatsu no Lion (2016-2018)

Vou ser ousada e dizer que 3-gatsu no Lion é o melhor trabalho que o estúdio Shaft já fez (os fãs de Bakemonogatari e Madoka Magica que me perdoem). Com um material original tão bom em mãos, eu acredito que 3-gatsu no Lion teria feito sucesso independentemente do estúdio que o animasse, porém o que o Shaft realizou foi um esforço fenomenal. Mesmo que tenham dado umas deslizadas aqui e ali, principalmente com os momentos de humor, o estúdio foi capaz de elevar a obra ao seu mais alto nível. Eu me arrepio todinha só de lembrar como a adaptação conseguiu capturar tão bem os sentimentos dos personagens, fossem eles positivos ou negativos, ressaltando os seus respectivos desenvolvimentos pessoais e de suas relações entre si. 3-gatsu no Lion é, sem exagero algum, uma verdadeira obra de arte.

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Mahoutsukai no Yome (2017-2018)

Se eu tivesse que definir Mahoutsukai no Yome em uma palavra, eu diria que ele é, como o próprio nome já acusava, mágico. Desde que atingiu o ápice da sua fama com a adaptação de Shingeki no Kyojin, o estúdio Wit tem consistentemente entregado animações brilhantes (KoiAme e Great Pretender, por exemplo, são duas que já exaltamos aqui no blog), e com Mahoutsukai no Yome não foi diferente. O anime é absurdamente lindo, mesmo com a atmosfera pesada que o ronda. Talvez não seja a melhor pedida para quem está passando por momentos difíceis, mas para quem curte uma obra bem construída de fantasia… esta é uma que não se pode deixar de conferir!

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Net-juu no Susume (2017)

A COMÉDIA ROMÂNTICA DA DÉCADA E SE VOCÊ NÃO CONCORDA VOCÊ TÁ ERRADO.

Brincadeira.

Mas Net-juu no Susume é absolutamente tudo pra mim, ainda que pertença a um gênero no qual eu não costumo me aventurar muito pelo simples fato de frequentemente ser mais do mesmo. O que me conquistou aqui, sem sombra de dúvidas, foi a protagonista. Morioka Moriko é a melhor atuação da Noto Mamiko em anos. Ela não só é uma personagem extremamente divertida como também é uma com a qual conseguimos facilmente nos identificar. Claro, isso não significa que os outros personagens deixem de ser bons ou funcionais para a narrativa, mas a diferença é que pela Moriko-chan eu daria o mundo.

É realmente uma pena que o anime tenha adaptado todo o material disponível e que o mangá tenha sido descontinuado após muito tempo em hiato devido à saúde da autora. Mas mesmo com a ausência de um final planejado, Net-juu no Susume continuará no topo da minha lista de recomendações e num lugar bem especial do meu coração.

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Sora yori mo Tooi Basho (2018)

Apesar da disputa acirrada, Sora yori mo Tooi Basho foi o AOTY (Anime of the Year) de 2018 pra mim. Se procurar direitinho deve dar pra achar fotos minhas chorando no meio da sala da faculdade enquanto eu assistia ao episódio dos e-mails durante o intervalo (e olha que eu sou uma pessoa relativamente difícil de se fazer chorar). Se até vergonha pública eu passei por esse anime, nada mais justo do que ele figurar na lista de poucos animes que eu dei 10 na minha lista do MyAnimeList sem um pingo de hesitação. Da diretora Ishizuka Atsuko ao roteirista Hanada Jukki e toda a equipe envolvida na produção desta obra de arte, não há um que não mereça os parabéns pelo papel desempenhado. Yorimoi pode não ser um clássico para o fandom em geral, mas pra mim sempre será um exemplo de como um anime original deve ser feito.

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Carole & Tuesday (2019)

O ano de 2019 foi excelente para quem é fã de anime. Eu não conseguiria escolher um único título para levar o prêmio de AOTY sem sentir que estaria sendo injusta com os concorrentes. Ainda assim, não tenho dúvidas de que Carole & Tuesday figuraria pelo menos no Top 5. Escrevi sobre os motivos com detalhes nas minhas impressões finais da temporada de verão daquele ano, que podem ser conferidas clicando aqui.

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Yakusoku no Neverland (2019)

Por pouco Yakusoku no Neverland não entrou na nossa lista de clássicos da década. Frente à concorrência, não fomos capazes de incluí-la, mas tenho certeza que se trata de uma obra que será lembrada por muito tempo, especialmente com a continuação em anime. Ainda que a narrativa se perca um pouco lá pelas tantas da segunda metade do mangá e eu não tenha ficado exatamente feliz com o final da história, eu não deixo de admirar o trabalho profundamente crítico de Shirai Kaiu e Demizu Posuka. Os primeiros arcos em particular são executados com uma maestria difícil de se esquecer. Torço para que tenhamos mais trabalhos como o de Yakusoku no Neverland na Jump.

*Obras que teriam entrado se já não estivessem presentes nas postagens de animes subestimados/futuros clássicos: Psycho-Pass, Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru., Haikyuu!!, Yagate Kimi ni Naru e Great Pretender.

Lucy’s top picks

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Kuroko no Basket (2012-2017) 

Eu tenho que admitir: eu gosto dos meus animes de esporte com um pinguinho de falta de realismo. Kuroko no Basket não demonstra qualquer compromisso com a realidade em momento algum. Claro que isso não é o suficiente para me prender, mas KuroBasu tem um ótimo elenco de personagens e uma motivação bastante forte para seus protagonistas. Eu gosto muito da ideia de múltiplos rivais como “bosses” da história, ainda mais com todo o fundo que é dado para a situação de Kuroko e seus ex-colegas. As partidas exageradas e cheias de drama foram uma delícia de acompanhar, e eu toda hora me pego sentindo saudade — talvez esteja na hora de reassistir o anime.

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Shounen Hollywood: Holly Stage for 49 (2014-2015) 

A primeira série de idols na lista! Mas enquanto meu pick seguinte é o mais conformista possível, Shounen Hollywood é um tanto fora da casinha quando comparado aos seus semelhantes. A história segue um grupo novato durante sua fase de estreia, mas o ênfase não é nem nas músicas, nem em fanservice, nem em tantos outros lugares-comuns do gênero. ShoHari prefere passar mais tempo dentro da mente de seus personagens, falando de suas inseguranças, dilemas e filosofias. Além disso, a série também questiona bastante a posição de idol e o que esse papel representa para seus fãs. É uma série bem sóbria, por assim dizer, o que acaba transformando os momentos mais “idol” num banho de vergonha alheia. É um ponto fora da curva, e é o tipo de obra que eu admito que não é para todo mundo — a animação é de baixa qualidade, o ritmo é lento, a tal vergonha alheia que eu mencionei é muito presente. Apesar disso tudo, no entanto, ainda é meu anime favorito.

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Love Live! Sunshine!! (2016-2019) 

Eu sou 1000% idol trash, e Love Live! é uma das obras de maior qualidade no gênero. Mesmo que a franquia siga uma fórmula relativamente simples e às vezes repetitiva, é muito bem executada. Vale a pena conferir pelo menos a série original (School Idol Project), se você quer entender a febre das idols.

O motivo pelo qual eu tenho Sunshine!! aqui é por pura afetividade: foi a primeira versão de Love Live! que acompanhei desde o início, e é a que possui meu elenco favorito. O foco da série é nas personagens e o relacionamento entre elas; logo, o grupo de protagonistas tem uma força enorme em influenciar se você vai gostar ou não da temporada. Enquanto na versão original eu consigo montar um ranking das meninas, eu gosto tanto das Aqours que é difícil escolher. Claro que existem falhas a serem apontadas — a primeira temporada se apoia demais no grupo original, e o melodrama pode ser bem exagerado em alguns momentos, mas ainda é uma série muito divertida e cumpre o que se propõe a apresentar: meninas fofas, músicas boas e fanservice yuri.

Sério, essa série é o paraíso do shipper adoidado.

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Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu (2016-2017) 

Eu já rasguei uma seda gigantesca para Rakugo na postagem de animes subestimados, mas não é à toa: considero esse o anime da década. É um absurdo de fantástico. A direção, a história, a arte, a atuação, tudo nele é magnífico. Apesar do anime ter dois momentos bem distintos, a qualidade não cai em momento algum. Posso estar parecendo meio emocionada, mas o que posso fazer se realmente é uma obra tão bem executada? É um must-watch.

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Pop Team Epic (2018)

Eu vou defender Pop Team Epic e seu humor peculiar até o fim dos meus dias.

É até meio difícil descrever o anime se você ainda não ouviu falar dele, mas em termos gerais é uma antologia de vinhetas cuja comédia consiste em muita paródia e certa violência, com níveis variáveis de sucesso. As coisas beiram o nonsense em diversos momentos, e esse é um dos motivos para eu amar tanto essa obra. Uma coisa que vale muito destacar são os diversos métodos de animação utilizados — cada segmento é produzido por diferentes artistas, diretores e estúdios. Além de vários estilos de animação tradicional, temos stop motion com bonecas de pano, animação em areia, e isso aqui. Eu não sei nem se existe um nome pra essa técnica, mas é uma das coisas mais geniais que esse anime trouxe ao mundo. Isso, e o momento onde o dublador Shouta Aoi salva o mundo.

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Kaguya-sama wa Kokurasetai: Tensai-tachi no Renai Zunousen (2019-2020) 

Apesar de parecer óbvio pelo nome do gênero, não são todas as comédias românticas que conseguem ser engraçadas e terem um casal bem desenvolvido. Kaguya-sama conseguiu dominar perfeitamente esses dois âmbitos, e vai além: sabe muito bem quando abordar cada aspecto da história, e tem consciência de que os protagonistas não são os únicos personagens no mundo. É uma das poucas comédias que eu consigo afirmar que funciona bem na maior parte do tempo. Existe progressão no enredo, o que também é dolorosamente raro para o gênero; logo, é mais um plus para o anime. Contradizendo o que foi posto alguns parágrafos acima (e dessa vez ninguém está de brincadeira), Kaguya-sama é a melhor comédia romântica da década… pelo menos ao meu ver. É simplesmente maravilhoso.

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Sarazanmai (2019) 

Eu nunca tinha assistido nada do Kunihiko Ikuhara, então não sabia o que esperar ao embarcar na ride de Sarazanmai. Há muita coisa ocorrendo e pouco tempo para contar a história, mas o produto final ainda conseguiu ser envolvente e satisfatório. Foi muito interessante tentar adivinhar o rumo dos personagens ao longo das semanas, e valeu a pena assistir tudo novamente para pegar pistas que deixei passar da primeira vez. Em resumo, é uma história sobre amadurecimento, confiança e conexões, apresentada com um visual colorido e cheio de vida. Foi uma boa introdução ao trabalho do diretor, e certamente não estava nas minhas expectativas que esse fosse se tornar um dos meus animes favoritos.

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BÔNUS: Thunderbolt Fantasy (2016-2019) 

Uma colaboração entre Japão e Taiwan roteirizada por Gen Urobuchi, com trilha sonora de Hiroyuki Sawano e um elenco de dubladores de peso. Teve adaptação em mangá e até recebeu simulcast pelo Crunchyroll! Poderia ser o anime da temporada, mas como foi feito com marionetes em vez de animação, teoricamente Thunderbolt Fantasy não poderia estar nessa lista — o que eu acho um ultraje, e como eu faço o que eu quiser desde que a Mari deixe, implorei por um espaço para falar sobre a grande experiência que essa série é.

Jamais imaginei que teria tanto hype por uma série sobre bonecos se digladiando por objetos sobrenaturais num mundo em estilo wuxia. Eu não sou fã nem de ação nem de fantasia, mas algo em Thunderbolt Fantasy ressoou comigo. Certos elementos do enredo podem soar bizarros e/ou bregas, mas na hora em que são incorporados, se tornam a coisa mais épica da história da ficção. Dá pra ver o quanto o Urobuchi gostou de trabalhar nisso, o que só torna a obra mais divertida… e ela só fica melhor a cada continuação. É diversão pura.

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